O diagnóstico na Psicanálise
- Camila Camila
- 20 de nov. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 22 de nov. de 2022
Quando procuramos ajuda psicológica, muitas vezes esperamos que o profissional trate a nossa demanda como o médico trata uma doença. Ir em uma consulta, falar o que sente, pegar uma receita e tomar um remédio. E esse parece ser o caminho mais rápido, não é mesmo? Porém, a forma como a Psicologia trabalha não deve ser focada em manuais de diagnóstico e não existe receita pronta para cada demanda e cada pessoa.
"Não existe nada pronto ou padronizado para todas as pessoas"

O processo de Psicoterapia se inicia com o acolhimento e escuta da demanda do sujeito e desde então, todo o foco é direcionado ao que esse sujeito nos trás. Existem técnicas e teorias para nos guiar no decorrer dos atendimentos, mas não existe nada pronto ou padronizado para todas as pessoas.
Falando mais especificadamente da Psicanálise, existem três estruturas psíquicas que nos dão uma ideia de como é o funcionamento de cada pessoa, são a psicose, neurose e perversão. E ainda há estudos sobre o aspecto autista que dão a entender para a psicanálise, a necessidade da criação de uma quarta estrutura para esse grupo. Isso quer dizer que, cada um de nós apresenta um tipo de funcionamento de se enquadra em uma dessas estruturas e isso possibilita um entendimento melhor de nós mesmos.
Dentro de cada uma delas, foram nomeados a esquizofrenia, histeria, e outros diagnósticos conhecidos. Porém, no consultório, e na prática psicanalítica em geral, dificilmente o sujeito vai ser tratado a partir apenas do seu diagnóstico. O sujeito em análise é tratado como um todo, não é definido por um nome ou um conjunto de sintomas.
"Somos nosso próprio sintoma"
E de fato, estamos tão enraizados a nossa estrutura e as nossas demandas psíquicas que somos nosso próprio sintoma. Vamos para a análise tratar uma parte de nós que por muitas vezes (acho que todas), nunca vão deixar de existir e nem pode! São partes estruturais da nossa existência.
Há, portanto, o cuidado de se tratar o sujeito (apenas). O diagnóstico não tem tanta relevância, quando uma vida inteira de lutas, alegrias, sofrimentos e aprendizados nos é apresentado. É esse o nosso ponto de estudo.
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